Edição de quinta-feira

O lixo virou pauta — e a gente explica sem enrolação

Coleta seletiva, plástico reciclado, startups que transformam resíduo em negócio. Cobertura rápida pra quem quer saber o que muda no Brasil agora.

O lixo saiu do canto do quintal e virou manchete. Prefeitura promete coleta seletiva «até o fim do ano», indústria fala em plástico reciclado mas compra virgem, startup aparece dizendo que «fecha o ciclo» — e quem mora na periferia ainda separa papel e ninguém passa pra buscar. O Giro do Lixo existe pra traduzir esse barulho todo: o que é fato, o que é discurso e o que muda na sua rua.

Não somos manual de ONG nem relatório de consultoria. A gente cobre reciclagem, coleta seletiva e economia circular com olhar de quem lê notícia no celular entre duas reuniões — curto, com contexto e sem enrolação. Quando a prefeitura anuncia novo ponto de coleta, a gente quer saber se o caminhão realmente passa. Quando uma empresa diz que «compensa o carbono» com embalagem verde, a gente pede número, contrato e prazo.

Esta edição traz três frentes que estão movimentando o debate no Brasil agora. Em São Paulo, 18 bairros ganham ampliação da coleta seletiva — morador quer saber se dessa vez funciona ou se vira mais um mapa bonito no site da prefeitura. No mercado de plástico, a reciclagem cresce mas a indústria ainda prefere resina virgem: falta contrato de longo prazo, preço previsível e confiança na qualidade do material pós-consumo. E nas startups, tem gente transformando resíduo em receita de verdade — marketplace de sucata, embalagem retornável, logística reversa que não depende só de discurso bonito.

Se você separa lixo em casa, trabalha com cooperativa, está montando um negócio verde ou só quer entender por que a Latinha X não vai pro mesmo lugar que o potinho Y — este portal é pra você. A gente não promete salvar o planeta numa matéria. Promete explicar o que está acontecendo, quem ganha, quem perde e o que dá pra fazer enquanto isso.

Na redação

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Da redação

Esta semana a redação está de olho em três eixos que se cruzam o tempo todo: cidade, material e negócio. Coleta seletiva sem frequência previsível mata a separação na origem — não adianta campanha bonita se o caminhão passa «quando dá». Plástico reciclado barato no discurso e caro na prática trava a cadeia inteira, da cooperativa à indústria. E startup com pitch de economia circular precisa mostrar receita, escala e impacto real — senão vira mais um slide de demo day.

Ana Costa acompanha política pública e rotina urbana: horário de coleta, calendário de bairro, o que muda quando a prefeitura anuncia «ampliar cobertura». Bruno Lima olha a cadeia de materiais — preço da resina, contrato com reciclador, gargalo entre o que chega na cooperativa e o que a fábrica aceita comprar. Carla Mendes cobre quem está tentando virar resíduo em produto, serviço ou marketplace — com números, não só slogan.

Quer mandar pauta, apontar erro ou contar o que acontece aí na sua cidade? Usa o formulário de contato. Correção factuais a gente prioriza — coloca «Correção» no assunto e manda link da matéria, trecho errado e fonte, se tiver. Não garantimos cobrir tudo, mas lemos tudo. E se quiser ir direto ao ponto: todas as matérias estão na página de arquivo, separadas por coleta, plástico e startups.